domingo, 7 de fevereiro de 2010

Pequeno Príncipe...

“O pequeno príncipe foi rever as rosas: - Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativaste ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo. / E as rosas ficaram desapontadas. / - Sóis belas, mas vazias -continuou ele. - Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mas importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem abriguei com o pára-vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é a minha rosa.” (Pequeno Princípe by Antonie de Saint-Exupéry)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ex positis 1 - 18 de dezembro de 2009 (Rio de Janeiro)

Eis Ser na medida do seu tempo, produto de suas ações, coragem ou covardia, eis o Ser de época, o Ser biológico, o Ser com atributo de inflamar resultado com esforço.

Eis o Ser resultado, o fato na medida de sua materialidade, o mestre do seu destino, o viver por opção na eternidade, a liberdade por vocação de vida, a mente que se é lembrada.

O esforço sem o resultado em nada adianta, por carecer dele de poder realização, necessita o esforço do resultado para coexistir, a recíproca, contudo, não é verdadeira.

O resultado sem esforço é resultado, mas o esforço sem resultado é potencial. E em nenhum monumento se ergue obras só com o esforço, bem como o monumento sem esforço fatalmente terá sua base frágil sem a capacidade de alcançar o céu. No mérito, na disciplina e no método residem o esforço.

Aliais, o esforço para assim ser, deve advir da consonância destas virtudes, que em foco conduzem ao potencial.

O esforço é resultado introspectivo da evolução, mas isolada carece de exteriorização, e esta se dará com o resultado.

Dada a virtude aos homens pela dom maior da Vida, é aliada a sua positivação pelo dom do trabalhar, que o faz lembrar do seu sentido pessoal dentro das relações humanas.

Nada e em nada adianta conquista sem resultado, por na medida da gravidade da vida, torres não se erguem por esforços, mas por projetos exauridos.

Negócios jurídicos se pactuam, na multiplicidade de um caleidoscópio de cores, onde o homem é refém de sua criatividade, como pecado da virtude e da voraz necessidade da adaptação.

Salomão Saraiva de Morais